Ressecamento, sensibilidade na mucosa, alterações no paladar e maior predisposição a problemas gengivais. Esses são alguns dos impactos da menopausa na saúde bucal. Gosto de reforçar que isso não significa que toda mulher nessa fase da vida terá problemas dentários: o que acontece é que alguns fatores de risco podem aumentar. Por isso, o acompanhamento preventivo se torna ainda mais importante.
Por que isso acontece?
A queda do estrogênio pode influenciar o metabolismo ósseo e os processos inflamatórios, aumentando alguns fatores de risco para gengivite, periodontite e perda óssea. Mas é importante destacar: a menopausa não determina a perda dos dentes. A doença periodontal é multifatorial e também está relacionada à higiene bucal, placa bacteriana, tabagismo, diabetes, genética e uso de medicamentos. Outro ponto de atenção é a boca seca. A redução da saliva diminui a proteção natural dos dentes e pode favorecer cárie, inclusive de raiz, infecções e desconforto para mastigar e engolir. Por isso, é importante adotar medidas como boa hidratação, estímulo salivar com chicletes ou pastilhas sem açúcar e medidas mais intensas de prevenção de cárie, como uso adequado de flúor.

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O que fazer?
Para atravessar essa fase com um sorriso saudável, os cuidados preventivos são fundamentais: escovação com creme dental fluoretado, higiene interdental diária, acompanhamento periodontal e consultas regulares ao dentista. A integração entre dentista e médico também contribui para um cuidado mais completo da saúde da mulher.
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