Dor na região da articulação da mandíbula ou nos músculos da mastigação, dificuldade para abrir a boca, travamentos, cansaço muscular, dor facial e estalos acompanhados de dor podem ser sinais de Disfunção Temporomandibular (DTM). Em alguns pacientes também há sintomas que se irradiam para cabeça e pescoço. Vale lembrar, no entanto, que nem todo estalo significa um problema. Ruídos na articulação que não vêm acompanhados de dor, limitação dos movimentos ou alteração da função são relativamente comuns e nem sempre precisam de tratamento. Por isso, é importante avaliar o paciente de forma completa, considerando seus sintomas, musculatura,
articulação, hábitos, condição dos dentes e, também, a forma como sua mordida funciona, para identificar a presença ou não de DTM.
Causas
As DTMs são multifatoriais, ou seja, dificilmente existe uma única causa responsável pelo problema. Estresse, ansiedade, alterações do sono, fatores emocionais, sobrecarga muscular e bruxismo podem estar envolvidos. Apertar ou ranger os dentes, por exemplo, pode aumentar a sobrecarga muscular, provocar desgaste dentário, cansaço na mandíbula e dores de cabeça. A mordida também merece atenção. Alterações no encaixe dos dentes, perdas dentárias, desgastes importantes ou mudanças na forma como os dentes se relacionam podem, em determinados pacientes, participar do quadro e influenciar o funcionamento do sistema mastigatório. Isso não significa que toda DTM seja causada por uma “mordida errada”, nem que corrigir a mordida seja a solução para todos os casos. O mais importante é identificar quais fatores estão presentes em cada paciente por meio de uma avaliação completa.

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Tratamento
O tratamento deve ser individualizado e, sempre que possível, começar por abordagens conservadoras e reversíveis, como orientação sobre hábitos, exercícios, fisioterapia, terapia manual e controle da sobrecarga muscular e do estresse. As placas de mordida podem ser indicadas em alguns casos, principalmente quando há bruxismo ou necessidade de proteção dos dentes, mas não são uma solução universal para toda dor na mandíbula. Quando a avaliação identifica perdas dentárias, desgastes importantes, alterações funcionais da mordida ou outros problemas odontológicos, esses fatores também devem ser considerados no planejamento do tratamento. Procedimentos mais invasivos, como cirurgias, infiltrações ou o uso de toxina botulínica, ficam reservados para situações específicas e devem ser indicados após um diagnóstico cuidadoso. Dor persistente, travamentos, dificuldade para abrir a boca, cansaço frequente na mandíbula, dores de cabeça recorrentes ou percepção de alteração na mordida são sinais de que vale procurar uma avaliação.
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