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Turismo na Antártica cresce e atrai viajantes em busca de experiências únicas

Nem todo mundo sabe, mas viajar para a Antártica é uma realidade possível para além de pesquisadores e cientistas. De novembro a março, aproveitando os meses mais quentes (ou menos frios) do ano, acontece a temporada de Turismo para o continente gelado. E desta vez a GoWhere foi convidada pela Discover Cruises para embarcar no MS Roald Amundsen da HX Expeditions para uma experiência inesquecível, digna de quem busca viagens para levar para a vida.

Rumo ao fim do mundo 

Em um roteiro de 12 dias, embarcamos para a viagem (ou melhor, expedição) chamada Highlights of Antarctica, começando por Buenos Aires. Na capital argentina, a chegada acontece um dia antes do embarque no navio, com direito a uma noite de hospedagem no Hotel Hilton, ao lado de Puerto Madero. Uma ótima oportunidade para aproveitar a região repleta de bares e restaurantes antes de seguir para o destino tão almejado e tão distante do mundo que conhecemos. Na manhã seguinte, um transfer é realizado entre o hotel e o Aeroparque, de onde decola um voo fretado, apenas para os passageiros do navio, em direção à Ushuaia, na pontinha da América do Sul. Na cidade considerada a mais austral do mundo, há tempo para apreciar suas ruas, lojinhas, cervejarias e cafés, além das paisagens. No caso do meu grupo, houve tempo também para um almoço oferecido pela HX antes da ida para o porto. Tudo pensado no bem-estar.

FOTO: Divulgação

É chegada a hora de embarcar. E logo de cara podemos perceber que o MS Roald Amundsen não é um navio comum entre os que vemos por aí realizando cruzeiros. Com capacidade para 500 passageiros, ele tem o tamanho ideal para cumprir com as regras de Turismo para a Antártica e ainda oferecer conforto e segurança aos passageiros durante todo o percurso que vem pela frente. No caso de navios maiores, a descida no continente é proibida pela quantidade de pessoas a bordo. Divididos em grupos, algo que será recorrente e fundamental para a organização durante toda a viagem, mal começamos o processo de embarque e ele já estava finalizado. Em cerca de 15 minutos eu já estava na minha cabine, muito diferente de outros embarques em navios maiores. Mas vamos por partes. Ainda não vou falar sobre as cabines e tudo o que o MS Roald Amundsen oferece. Algumas semanas antes da viagem, o primeiro procedimento que o passageiro deve fazer é preencher um formulário médico afirmando boas condições para a realização da viagem. Não é necessário ser nenhum atleta, longe disso, mas é preciso saber que daqui para frente não teremos acesso rápido a hospitais em caso de emergências, apenas o ambulatório do navio, que é bem equipado para atendimentos mais básicos. Outro formulário que a HX Expeditions pede algumas semanas antes do embarque é relacionado às suas medidas e preferências gastronômicas. Durante o cruzeiro, as equipes dos restaurantes sempre vão saber se você gosta mais de peixes, de carnes, se é vegetariano ou se tem restrições alimentares, por exemplo. Uma pequena mostra do serviço personalizado que é prestado a bordo. Sobre as medidas, eles precisam saber quanto você calça e qual tamanho veste, já que não precisará se preocupar em levar botas especiais para a neve, nem a última camada de roupas para os passeios pela Antártica. Uma bela jaqueta corta-vento, repleta de bolsos, já fica esperando por você ao chegar na cabine, assim como um par de botas, estes a serem devolvidos no final da expedição.

Tecnologia e conforto a bordo

Enfim, estamos na cabine. No meu caso, fiquei na categoria Polar Outside, que tem cerca de 25 m², espaço mais que o suficiente para se sentir confortável e muito bem acomodado. No MS Roald Amundsen, todas as cabines contam com janelas para fora do navio e mais da metade possui varandas. Categorias superiores ainda oferecem sala, closet, banheira e até varandas com jacuzzi. Mas voltando à minha. A cama é confortável, com travesseiros macios e cobertores gostosos. O banheiro é espaçoso, com um box onde é possível tomar banhos quentes sem ficar se esbarrando nas paredes. Até o chão é aquecido, o que se provará bastante útil durante a viagem, tanto para criar um ambiente gostoso pós-banho como também para secar roupas que venham a molhar. Toda a tecnologia empregada no navio da HX Expeditions é pensada no bem-estar do passageiro, assim como na sustentabilidade da operação. A melhor forma de beber água, por exemplo, é enchendo a garrafinha térmica dada a cada passageiro em um dos vários purificadores distribuídos pelos decks. No minibar da cabine também há garrafas de San Pellegrino, além de refrigerantes, sucos, chás gelados e cervejas. Tudo incluso e reabastecido diariamente, assim como os vinhos tintos, brancos e espumantes. O foco em questões de sustentabilidade está presente durante toda a viagem. A começar pelo navio, que foi o primeiro do mundo construído para expedições com motores híbridos, em 2019. Com o uso de baterias elétricas, a emissão de gases poluentes é 20% inferior à de outras embarcações de tamanho similar. E fazendo menos barulho, o contato com a vida animal torna-se muito mais próximo. Ou seja, pode se preparar para ver muitos grupos de baleias durante o cruzeiro. Entre as atividades do navio também estão dezenas de apresentações e aulas sobre questões climáticas, pesquisas realizadas pela expedição e a fauna da região. Quem tiver interesse, por exemplo, pode saber como identificar cada animal que será visto pelo caminho, o que inclui pássaros, pinguins, focas, leopardos- -marinhos e, claro, as baleias, responsáveis por verdadeiros shows nas águas geladas da Antártica.

FOTO: Divulgação

É importante entender que em um cruzeiro da HX Expeditions a ideia não é participar de festas todas as noites, se embebedar ou ir ao cassino. Aqui o objetivo é claro: desbravar um território inóspito, praticamente inexplorado, e aprender ao máximo com esta oportunidade tão rara. Com certeza experiências não faltam, e o navio dispõe de piscina e duas jacuzzis na área externa, sauna com janelas para admirar as paisagens, academia, spa, biblioteca e até um laboratório de ciências. O MS Roald Amundsen também conta com três restaurantes com grande variedade gastronômica, tanto em estilo buffet como à la carte, e dois bares, um situado no amplo Explorer Lounge, e outro na área externa. Em todos os casos, as paisagens do lado de fora são marcantes, seja através das janelas que circundam o navio, seja ao ar livre, respirando o ar puro de onde ocorre a navegação.

O último continente 

De Ushuaia até a Antártica são necessárias 48 horas de travessia, e a famosa (e temida) Passagem de Drake mostrou-se tranquila. Com muita tecnologia para evitar condições climáticas desfavoráveis e atravessar o mar agitado da região sem grandes balanços, o MS Roald Amundsen alcançava o último continente a ser explorado pela humanidade. Ao se aproximar de uma das baías de entrada, o céu antes carregado de nuvens acinzentadas foi se abrindo, o Sol deu as caras e o azul passou a ganhar vida sobre o navio. Os raios de luz batiam nas calotas polares e no mar, refletindo por todos os lados e nas vistas maravilhadas de todos que acompanhavam todo este cenário. Enquanto entrávamos, grupos de baleias apareciam por diferentes lados, quase como se estivessem escoltando a nossa chegada. Bem-vindos à Antártica. Os primeiros minutos deste espetáculo viraram horas. Para qual lado olhar? Tudo é tão lindo, tão diferente do que a gente está acostumado. Cada montanha, cada iceberg, cada camada de gelo, todas desenhadas de maneira única, como verdadeiras obras de arte. E quando deu meia-noite no relógio, logo percebi que a partir de agora não teriam mais noites. Durante o verão, não anoitece na região. Na expedição Highlights of Antarctica, cinco dias inteiros são reservados a explorar o continente congelado. Durante este tempo, atividades como saídas de botes do tipo Zodiac são praticamente diárias, a depender das condições climáticas. Também é possível fazer aventuras de caiaque, algo que parecia inimaginável neste cenário, e claro, descer no continente. Pisar na Antártica. Nos passeios em embarcações menores o contato com a vida marítima fica ainda mais próximo, com baleias, pinguins e focas sendo avistadas a poucos metros de nós, como se não se importassem com a nossa presença em seu território. Nestes momentos também vemos os icebergs em mais detalhes, mas sempre a uma distância segura e com especialistas contando sobre suas diferentes formações. Já nas descidas ao continente, que normalmente são realizadas em três pontos diferentes durante a expedição, você pode sentir na pele o que é estar neste destino tão distante das nossas realidades diárias. Mas o frio, a neve e o vento não são capazes de frear a vontade de explorar. Algumas horas são dedicadas a caminhar e admirar todos aqueles cenários, sempre com suporte da equipe da HX Expeditions e equipamentos adequados para fazê-las. Dá até para sentir calor.

FOTO: Divulgação

No último dia na Antártica, ainda há uma tradicional atividade reservada a quem tem coragem de realmente sentir o clima dali. Por alguns segundos, você pode mergulhar nas águas com temperaturas abaixo de zero para o chamado Polar Plunge. Este é um momento em que o cérebro parece desligar por um segundo, mas logo passa e, na sequência, a sensação é de renascer. Saí da água me sentindo mais vivo do que nunca, com toda a energia, querendo realmente viver. O pós-mergulho foi mais fácil do que o anterior a ele. Imediatamente dão toalhas para se secar e as roupas são novamente colocadas. Já no navio, é a melhor hora para aproveitar a jacuzzi e a sauna. É preciso voltar a se esquentar. Ao chegar à minha cabine, um “certificado de bravura” estava me esperando, registrando onde, quando e a que temperatura foi realizado o mergulho. Missão cumprida.

O retorno ao mundo real

Durante os dias na Antártica, as principais paradas do MS Roald Amundsen foram em Flandres Bay, Portal Point, Melchior Islands e Paradise Bay, com direito a uma visita à Estação Científica Almirante Brown, que pertence à Argentina. A equipe da HX Expeditions sempre procura os melhores locais para explorar de acordo com as condições climáticas, portanto o itinerário de cada expedição pode variar. Nada é igual, e para quem participa deste cruzeiro, a vida na volta também não é. Após mais dois dias de travessia para Ushuaia, voltamos com a certeza de uma experiência inigualável. Com experiências e conhecimentos novos, sabendo que podemos chegar a qualquer lugar do mundo. No Brasil, para embarcar em um navio da HX Expeditions, fale com a Discover Cruises ou com seu agente de viagens para ter todas as informações. E, se tiver a oportunidade, vá.

FOTO: Divulgação

Discover Cruises 

Av. Ibirapuera, 2315 Cj 97–  Indianópolis
Tel: (11) 4063-0881

 

________

POR  Marcel Buono
FOTOS: Divulgação

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