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Vinícola Concha y Toro inaugura o Centro del Vino no Chile

Da janela do avião, a Cordilheira dos Andes se revela em toda sua imponência — uma muralha de picos nevados que anuncia a chegada ao Chile. Mas se as montanhas já impressionam lá de cima, é no sopé delas, a apenas 40 minutos de Santiago, que a paisagem ganha outra dimensão: a dos vinhedos que moldaram a identidade enológica do país. Foi ali, no coração do Valle del Maipo, em Pirque, que a Concha y Toro, maior produtora de vinhos do Chile, inaugurou o Centro del Vino. Trata-se de uma experiência imersiva de 12 mil m² que une arte, tecnologia, gastronomia autoral, patrimônio histórico e, claro, alguns dos melhores vinhos do mundo – incluindo o Don Melchor, eleito o número 1 pela Wine Spectator em 2024. À convite da Concha y Toro, embarquei para Santiago para conhecer de perto essa nova aposta no enoturismo de luxo. Antes de qualquer coisa, vale contextualizar o momento que o turismo entre Brasil e Chile está vivendo. Em 2024, mais de 787 mil brasileiros visitaram o país vizinho – um aumento impressionante de 62% em relação ao ano anterior. Para 2025, a expectativa é ultrapassar a marca de 800 mil visitantes. Os dados, divulgados pelo governo chileno, colocam o Brasil como principal mercado emissor internacional, tanto em volume quanto em gasto médio: US$ 103,30 por pessoa ao dia. O perfil do viajante brasileiro também chama atenção: a maioria tem entre 25 e 44 anos, viaja em casal (53,5%) e busca, além dos tradicionais destinos de neve, experiências com vinhos, gastronomia e cultura. Santiago segue como porta de entrada principal, recebendo 90,5% dos visitantes. E é justamente nesse contexto — de um Brasil cada vez mais apaixonado pelo Chile — que projetos como o Centro del Vino fazem todo o sentido.

Muito além da degustação

Localizado no Vale do Maipo, a apenas 20 km do centro de Santiago, o Centro del Vino é a grande novidade da Concha y Toro. O projeto, liderado pela vice-presidente de Vinhos Finos e Imagem Corporativa da vinícola, Isabel Guilisasti, contou com uma equipe multidisciplinar de especialistas chilenos — entre eles o arquiteto Martín Hurtado, o paisagista Juan Grimm, o designer de interiores Enrique Concha e a artista visual Josefina Guilisasti. “Assim como nossos vinhos levaram o nome do Chile a todos os cantos do mundo, agora queremos que o Centro delVino seja um símbolo do patrimônio nacional para todos que visitam o país”, destaca Isabel. O espaço foi dividido em seis zonas temáticas, cada uma propondo uma experiência diferente, embora atualmente estejam abertas ao público as zonas 2, 3, 5 e 6. A zona 1, que corresponde ao Centro do Visitante, com bilheteria, auditório e uma loja boutique de 700 m², tem previsão de inauguração para 2026. O mesmo vale para a zona 4, que será dedicada à Adega de Guarda Don Melchor. A Plaza é o coração enogastronômico do Centro del Vino. Ali fica o Restaurante Bodega 1883, que segue a filosofia farm to table, e o Gran Barra Bodega 1883, um wine bar que já virou um dos grandes destaques da visita. Com mais de 25 metros de extensão e sustentada por 5.184 garrafas de vinho, o Gran Barra oferece mais de 50 rótulos disponíveis em taça ou garrafa — de Casillero del Diablo a Don Melchor. A proposta gastronômica não fica atrás. Sob a direção dos chefs Ismael Lastra e Tomás Saldivia, o cardápio inclui tapas autorais elaboradas com ingredientes de pequenos produtores locais, tábuas inspiradas nas paisagens austrais e rurais do Chile, e sobremesas pensadas para harmonizar com cada vinho.

FOTO: Divulgação/ Tundra Ideas

Da história ao Terroir

Premiado como a melhor experiência de enoturismo do Chile, o tour “A Origem de uma Lenda” é uma jornada imersiva e tecnológica que explora as origens geológicas dos vales chilenos, as etapas do cultivo da videira e os processos de vinificação em experiências sensoriais de aromas e cores. O ponto alto? Conhecer a lenda do Casillero del Diablo – aquela história de que o fundador da vinícola teria espalhado boatos sobre a presença do diabo em sua adega para proteger seus melhores vinhos. Ao final, percorremos uma autêntica adega onde repousam os vinhos ultra premium da vinícola, em uma atmosfera que mistura mistério e história. Com espaços que incluem uma varanda em estilo anfiteatro com vista para o vinhedo, salas integradas ao parque e uma sala moderna na Adega de Guarda del Alto, a zona 5 é dedicada às degustações conduzidas por sommeliers. É ali que a diversidade dos terroirs chilenos ganha vida em taça, explorando desde vinhos de entrada até os rótulos mais prestigiados da Concha y Toro. A zona 6 é, sem dúvida, uma das mais exclusivas. Ela abrange o parque centenário da Concha y Toro e a histórica Casa Don Melchor, um edifício de 1875 projetado pelo arquiteto alemão Teodoro Burchard, que mescla neoclassicismo italiano com elementos das casas senhoriais chilenas. A Casa Don Melchor foi declarada Monumento Histórico Nacional em 1971 e serviu como residência de verão de Melchor de Concha y Toro, fundador da vinícola. Cada cômodo, cuidadosamente decorado, reflete o refinamento e a elegância de uma época passada. Os jardins, projetados pelo paisagista francês Guillaume Renner (o mesmo responsável por embelezar o morro San Cristóbal e o Parque O’Higgins em Santiago), combinam o estilo clássico francês com a jardinagem inglesa. Localizada na parte mais alta da propriedade, a Casa Don Melchor oferece uma das vistas mais bonitas do Valle del Maipo, com os vinhedos em primeiro plano e a Cordilheira dos Andes ao fundo. A Viña Don Melchor – hoje uma empresa separada, mas ainda parte da holding Concha y Toro – inaugurou recentemente algumas experiências de enoturismo de luxo na Casona. São propostas que vão desde a degustação da última safra do Don Melchor até vivências gastronômicas exclusivas e a criação do próprio vinho

FOTO: Divulgação/ Tundra Ideas

O Número 1 do Mundo

Não é todo dia que se tem a oportunidade de degustar o melhor vinho do mundo. Eleito pela Wine Spectator em 2024, o Don Melchor é produzido em Puente Alto, conhecido por seu terroir excepcional. O vinhedo tem 125 hectares e é dividido em sete parcelas, cada uma contribuindo com características únicas para o blend final. A safra 2021, por exemplo, obteve 96 pontos da Wine Spectator – a maior pontuação já dada pela revista a um cabernet sauvignon chileno – e impressionantes 99 pontos de James Suckling. A safra 2018, por sua vez, alcançou a perfeição: 100 pontos. O Brasil, aliás, é o maior mercado consumidor do rótulo. Depois que a Wine Spectator elegeu o Don Melchor como o melhor vinho de 2024, os canais de atendimento da Concha y Toro no país ficaram congestionados – e mais de 36 mil garrafas foram vendidas em pouco tempo, segundo Pietro Capuzzi, country manager da Concha y Toro no Brasil. Durante a viagem, tive acesso à experiência “The Art of Blending”, em que criamos a própria mistura de Don Melchor. Sob a orientação do enólogo Rodrigo Alonso, a degustação começou com três vinhos das parcelas 1, 3 e 5 da safra 2022 – cada uma revelando personalidades distintas na taça. A primeira surpreendeu pela intensidade frutada: framboesa, cereja e groselha, com taninos macios e bem incorporados. Já a terceira seguia em outra direção: mais contida, com mineralidade marcante e taninos estruturados. A quinta parcela trazia frescor e vivacidade. O exercício seguinte foi combinar as três em partes iguais para entender como funcionaria o blend. A transformação foi impressionante – a firmeza da parcela 3 equilibrou a exuberância das outras, criando harmonia. Mas o grand finale veio com o corte final da safra 2022: todas as sete parcelas reunidas, com pequenas adições de cabernet franc, merlot e petit verdot. É o tipo de vinho (e experiência) que faz entender por que o Don Melchor e a Concha y Toro são referências mundiais.

FOTO: Divulgação/ Tundra Ideas

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POR Jennifer Detlinger
FOTOS: Divulgação/ Tundra Ideas

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