Lipedefinition: nova abordagem que alivia o lipedema e melhora o contorno corporal
O lipedema é uma doença crônica do tecido adiposo marcada pelo acúmulo desproporcional de gordura, principalmente nos membros inferiores, com impactos tanto estéticos quanto funcionais. Além de alterar o contorno corporal, a condição pode provocar dor, sensação de peso, inchaço, hematomas frequentes e comprometimento da mobilidade. Por isso, o tratamento deve considerar esses diferentes aspectos da doença, inclusive quando há indicação cirúrgica com lipoaspiração.
Hoje, técnicas avançadas têm permitido uma abordagem mais global, voltada não apenas à redução do acúmulo de gordura e à melhora do contorno corporal, mas também à preservação do sistema linfático, ao alívio dos sintomas e à qualidade de vida da paciente. “A Lipedefinition combina os princípios da cirurgia para lipedema com recursos de definição corporal. A proposta é retirar a gordura de forma precisa, protegendo vasos linfáticos e nervos, ao mesmo tempo em que se busca melhorar o contorno das áreas acometidas pela doença”, explica o cirurgião plástico Rafael Erthal.
O médico explica que, enquanto a lipoaspiração convencional tem como foco a remoção de gordura para melhorar o contorno corporal, a cirurgia para lipedema prioriza a retirada da gordura doente, com atenção à saúde linfática. Já a Lipedefinition é a evolução de ambas. “Utilizamos tecnologias de última geração para remover a gordura inflamatória com extrema precisão, protegendo vasos linfáticos e nervos, enquanto aplicamos conceitos de luz e sombra para definir a musculatura que estava ‘escondida’ pelo lipedema”, explica o cirurgião plástico. Ele acrescenta que, por meio da utilização de tecnologias, é possível reduzir o peso dos membros com menos trauma aos tecidos. “Assim, o pós-operatório tende a ter menos inflamação residual, favorecendo a recuperação da mobilidade e o alívio das dores crônicas associadas ao lipedema”, destaca.
A Lipedefinition utiliza tecnologias como o ultrassom cirúrgico, que auxilia na emulsificação da gordura antes da aspiração, e a vibrolipoaspiração, que permite uma remoção mais controlada e menos traumática dos tecidos. “Durante o procedimento, é realizada inicialmente a infiltração de uma solução tumescente, usada para reduzir sangramentos e facilitar a proteção das estruturas linfáticas. Em seguida, essas tecnologias ajudam a fragmentar a gordura e a fibrose de forma seletiva. Depois, a gordura doente é aspirada cuidadosamente. E em alguns casos ainda são utilizados recursos voltados à retração da pele e ao estímulo de colágeno para potencializar ainda mais o efeito estético”, detalha o Dr. Rafael Erthal.
A Lipedefinition pode ser realizada em diferentes áreas acometidas pelo lipedema, como coxas, tornozelos, panturrilhas, braços e quadril, mas o planejamento deve considerar o corpo como uma unidade para evitar desproporções entre áreas operadas e não operadas. “No lipedema, não basta tratar apenas um ponto isolado. É preciso avaliar a distribuição da gordura, o grau da doença, a qualidade da pele e as queixas funcionais da paciente”, diz o especialista. A avaliação do quadro também é importante para verificar se há indicação para a cirurgia. “A Lipedefinition costuma ser indicada principalmente para pacientes nos estágios I e II do lipedema. Mas, em casos selecionados, também pode ser realizada em pacientes já no estágio III, desde que a pele ainda apresente boa capacidade de retração”, acrescenta.
A indicação correta também é fundamental para garantir a segurança do procedimento, assim como a experiência do cirurgião, principalmente com relação à anatomia linfática. “A cirurgia para lipedema deve ser meticulosa. Quando há protocolos clínicos e cirúrgicos bem estabelecidos, conseguimos reduzir riscos, inclusive de sangramentos importantes, em comparação a procedimentos realizados sem esse cuidado específico”, afirma. Ele também destaca a importância do preparo pré-operatório, que pode envolver acompanhamento clínico, ajustes nutricionais, avaliação de vitaminas, micronutrientes e equilíbrio hormonal para controlar o quadro inflamatório. “Uma paciente com menor inflamação tende a sangrar menos durante a cirurgia e a se recuperar melhor”, afirma.
Após o procedimento, o alívio funcional pode aparecer logo nas primeiras horas ou dias, mas o resultado estético e a retração completa da pele podem levar de seis a doze meses, de acordo com o especialista. “O lipedema gera um edema mais persistente, que demora mais para regredir do que em pacientes sem a doença”, explica. O pós-operatório costuma ser mais intensivo do que o de uma lipoaspiração convencional, envolvendo o uso de malhas compressivas específicas para lipedema, assim como o acompanhamento com fisioterapia especializada e manejo linfático desde os primeiros dias. “O controle nutricional e clínico também deve continuar após a cirurgia para evitar a retomada do processo inflamatório. Isso porque a cirurgia não substitui o tratamento contínuo do lipedema. Apesar de a gordura retirada não retornar, as células remanescentes podem aumentar de volume se a paciente não mantiver os cuidados necessários. O segredo para a longevidade do resultado é manter a doença controlada, com dieta de padrão alimentar anti-inflamatório, prática de exercícios, acompanhamento clínico e hábitos saudáveis”, finaliza.
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