Do maximalismo ao quiet luxury: as tendências de moda de O Diabo Veste Prada 2
Duas décadas após se tornar um marco da moda no cinema, O Diabo Veste Prada retorna às telas com personagens mais maduras e um figurino que reflete as novas estéticas do universo fashion.
Com estreia marcada para 30 de abril, O Diabo Veste Prada 2 já chega cercado de expectativas: o trailer bateu recordes ao alcançar 222 milhões de visualizações nas primeiras 24 horas — tornando-se o mais assistido da história da 20th Century Studios.
Se em 2006 acompanhávamos uma jovem jornalista iniciando sua trajetória em meio ao auge das grandes revistas, com todo o glamour, luxo e marcas icônicas, desta vez o cenário reflete uma indústria em transformação. Andy (Anne Hathaway) reaparece mais segura e consolidada profissionalmente, encarando uma nova realidade editorial. Já Miranda Priestly (Meryl Streep) enfrenta o desafio de salvar a revista Runway em meio à sua decadência — um reflexo direto das mudanças vividas pelo mercado nas últimas décadas. Emily Charlton (Emily Blunt), por sua vez, assume um novo papel: diretora de uma grande marca de luxo e responsável pelos anúncios que podem redefinir o futuro da publicação.
A trama promete desfiles, shootings e o glamour característico da moda — mas é no figurino que reside uma das maiores expectativas. Desta vez, porém, a estética se afasta dos looks ultra produzidos que marcaram o primeiro filme.

FOTO: Divulgação 20th Century Studios
Assinado pela figurinista Molly Rogers, o novo guarda-roupa aposta em uma abordagem mais madura e contemporânea: peças vintage, alfaiataria como protagonista e toques de streetwear ganham espaço. O resultado são composições mais limpas, com menos apelo às tendências passageiras e uma mistura equilibrada entre elementos do masculino e do feminino.
Em entrevistas à imprensa americana, Rogers destaca que os figurinos acompanham o amadurecimento das personagens, refletindo os caminhos distintos que cada uma seguiu ao longo dos anos. As produções seguem uma linha clássica, atemporal e funcional — alinhada a movimentos que se consolidaram na última década, como o quiet luxury e o normcore, que traduzem um novo olhar sobre o consumo de moda, especialmente após as transformações provocadas pela pandemia.
Segundo os primeiros spoilers, o filme deve evitar o apelo de “it pieces” imediatas. Em vez disso, aposta em algo talvez ainda mais relevante: uma verdadeira aula de estilo, construção de guarda-roupa e evolução da moda ao longo do tempo.
E, assim como em 2006, tudo indica que o filme voltará a influenciar — e muito — a forma como nos vestimos. Confira abaixo a seleção que fizemos para você turbinar seu guarda-roupa com peças inspiradas nas personagens do filme:

FOTOS: Divulgação
1. Relógio com pulseira de couro preta, Emporio Armani
2. Brinco Véu D’Água em ouro 18K com diamantes naturais, Carla Amorim
3. Trench Coat de algodão e seda, Saint Laurent
4. Óculos Modelo MARC 882/S, Marc Jacobs para Sáfilo
5. Scarpin Kate em couro, Christian Louboutin
6. Bolsa Hammock Flip em couro, Loewe
7. Bracelete Dori, Mariana Dias
8. Bota em couro Chelsea 90 Black, Alexandre Birman

FOTOS: Divulgação
9. Bolsa Média Nobuck Marrom Dark Alça Dupla, Santa Lolla
10. Óculos tartaruga Modelo CH0332S 002, Chloé para Prestige
11. Mini bolsa Flamenco em couro de bezerro napa plissado, Loewe
12. Cinto Croco, Francesca Romana
13. Mocassim Elise em couro preto, Juliana Bicudo
14. Brinco em ouro, Julio Okubo
15. Brincos Clash em ouro amarelo, Cartier
16. Scarpin Iriza, Christian Louboutin
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POR Mariana Gallo
FOTOS: Divulgação 20th Century Studios e Divulgação (peças)

