Artista brasileira Ana Ferrari leva obra que produz sons com o vento para exposição no Egito
A artista brasileira Ana Ferrari é destaque na 5ª edição da Forever Is Now, exposição internacional de arte contemporânea realizada às margens das Pirâmides de Gizé, no Egito. Até 7 de dezembro, ela apresenta VENTO, uma instalação que transforma forças naturais invisíveis em experiência sensorial — e que a coloca como a única representante brasileira e sul-americana na mostra.
Em VENTO, Ana propõe uma meditação poética sobre a energia que circula pelo mundo. A obra reúne 21 flautas de alumínio polido, posicionadas em forma de espiral, que produzem sons a partir do movimento do vento. O público é convidado a perceber a natureza como linguagem viva. “O vento é o que move e conecta o mundo. Em cada flauta, há uma vibração da natureza traduzida em som”, afirma Ferrari. “É uma forma de dar corpo ao invisível, de tornar audível a energia que nos une.”

FOTO: Divulgação Tidelli/ Giulia de Sanrio
A instalação foi desenvolvida em colaboração com a Tidelli, marca brasileira de mobiliário outdoor, que não apenas patrocinou o projeto como também participou da construção das peças dentro de sua fábrica, ao lado de Luciano Mandelli. O processo uniu o domínio técnico da produção artesanal da empresa à pesquisa artística de Ana. “A Tidelli sempre entendeu o design como uma forma de arte. Com VENTO, mostramos que nosso trabalho manual, nossa técnica e nossos materiais podem dar vida a uma obra que transcende o funcional”, comenta Tatiana Mandelli, fundadora da marca.
A Forever Is Now, organizada pela Art D’Égypte, reúne dez artistas de diferentes países, entre eles o italiano Michelangelo Pistoletto, indicado ao Prêmio Nobel da Paz. A edição coincide ainda com a abertura do Grand Egyptian Museum, considerado o maior museu arqueológico do mundo, reforçando a projeção internacional do evento.

FOTO: Divulgação Tidelli/ Giulia de Sanrio
A colaboração entre Ana Ferrari e a Tidelli evidencia o diálogo entre arte, natureza e sustentabilidade — temas centrais na trajetória da artista. Ao combinar o vento, elemento efêmero, com a precisão do alumínio e a sensibilidade humana, VENTO propõe um encontro entre ciência, espiritualidade e matéria.
Após a exibição no Egito, a instalação seguirá para o Brasil, com apresentação programada para o Parque Garota de Ipanema, no Rio de Janeiro, em 2026.
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FOTOS: Divulgação Tidelli/ Giulia de Sanrio

