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Aos 80 anos, MASP dobra de tamanho e vive nova fase de expansão

Nada menos que 74 metros artisticamente suspensos no ar. Um prodígio da arquitetura – saído da prancheta de Lina Bo Bardi, que hoje dá nome ao, agora, MASP 1, inaugurado em 1968. O MASP 2, aberto em março último, homenageia aquele que foi o diretor, mentor e inspirador do museu por 45 anos: é o edifício Pietro Maria Bardi, marido de Lina. Esse MASP 2025, em sua dupla face, ferve de atrações, a começar pelo lendário vão livre. A esplanada sob o edifício, conhecida como “vão livre”, foi concebida para se tornar um local para uso da população – uma verdadeira praça cívica, espaço de encontro e convivência, onde ocorrem diversas atividades culturais, como apresentações de dança, teatro, música e circo, além de exposições interativas e didáticas. Mas há um detalhe curioso, que as pessoas desconhecem: até há pouco, o chamado vão livre pertencia cartorialmente à Prefeitura – agora é do museu, que já o utiliza em sua plenitude, para vários estilos de arte. O MASP 2025 levaria ao êxtase Pietro Bardi – jornalista, crítico de arte e marchand italiano que saiu de seu país depois da guerra e, dois anos depois, 1947, fundava com o magnata das comunicações e marchand Assis Chateaubriand um museu que faria – e ainda faz – história. A princípio, num andar na sede dos Diários Associados, parte do império de Chateau, no centro de São Paulo. Em 1968 – ironicamente o ano de falecimento de seu fundador – mudança para essa que se tornaria uma das sete maravilhas da Paulicéia, na Avenida Paulista.

Coleção Bilionária

As primeiras obras de arte do museu foram selecionadas por Bardi e adquiridas por doações da sociedade paulistana, formando o mais importante acervo de arte europeia do Hemisfério Sul. Hoje, a coleção do MASP reúne mais de 11 mil obras, incluindo pinturas, esculturas, objetos, fotografias e vestuários de diversos períodos, abrangendo a produção europeia, africana, asiática e das Américas. Para se ter uma ideia do tesouro ali instalado, sua pinacoteca inclui quatro Van Gogh – como patrimônio, o equivalente a algumas centenas de milhões de dólares. O hoje MASP 2 vinha sendo namorado há décadas pela direção do MASP 1. Um edifício residencial dos anos 30, na esquina vizinha, estava abandonado há anos – pela decadência do lado habitacional da Avenida Paulista. Enfim, a solidariedade de empresários provenientes de famílias da elite brasileira, que custearam a posse e as obras de reforma e expansão do museu com a doação de 250 milhões de reais. Uma das primeiras exposições do MASP 2 documentou justamente a jornada brilhante do MASP 1. “Histórias do MASP”, em formato de linha do tempo, colocou em diálogo 74 obras de seu acervo com uma documentação composta de fotografias, cartazes, livros, catálogos, jornais e revistas, que se inicia com um preâmbulo sobre o encontro de Assis Chateaubriand, empresário que dirigia os principais canais de comunicação da época, com Pietro Maria Bardi e sua esposa arquiteta. O casal Bardi viajara ao Brasil em 1946 para a realização da exposição Arte italiana antiga, no Rio de Janeiro, que reuniu muitas obras que, posteriormente, passaram a compor o acervo do MASP. A mostra também abordou o período das “grandes aquisições”, entre 1947 e 1958, quando o MASP incorporou a maior parte das obras que conferiram ao museu a principal coleção de arte europeia do hemisfério sul.

FOTO: Divulgação/ Eduardo Ortega

Novo Recorde de Público

Nessas décadas, o MASP renovou e reafirmou sua marca de mais importante museu brasileiro de múltiplas artes. Até então, a exposição temporária do MASP com maior público tinha sido a de Tarsila do Amaral, em 2019, com 120 obras e mais de 400 mil visitantes. Mas os quadros de Claude Monet, na exposição “ A Ecologia de Monet”, quebraram o recorde de público da casa, com mais de 500 mil visitantes e horário estendido até meia-noite. Tratou-se de uma leitura contemporânea sobre a relação de Monet (1840–1926) com a natureza, as transformações ambientais, a modernização da paisagem e as tensões entre ser humano e natureza. A exposição reuniu 32 pinturas do impressionista francês, sendo a maioria inédita no hemisfério sul. E o acervo do MASP vem crescendo. O plano da diretoria é que o segundo andar e o segundo subsolo do edifício Lina sejam dedicados às exposições de longa-duração, com obras que pertencem à coleção do museu. Já as novas galerias do edifício Pietro, todas com pé-direito alto e equipadas com sistema de climatização e iluminação de última geração, deverão ser ocupadas com exposições temporárias. Segundo Regina Teixeira de Barros, Curadora Coordenadora e Curadora de Acervo do MASP, a dupla de edifícios, que serão diretamente conectados com uma passagem subterrânea ainda este ano, tende a ampliar o universo de frequentadores do MASP, incluindo turistas – que de início se espantam com a ousadia do edifício Lina, prodígio da arquitetura. Como fica de pé? E de pé está cada vez mais – agora sob a presidência de Heitor Martins. Regina vê a arte MASP como a possibilidade de uma reflexão mais profunda com o universo, pois fala diretamente à alma da pessoa. “Você entra em uma exposição de um jeito e sai de outro”. O plano da diretoria é produzir exposições cada vez mais interativas e “instagramáveis”. O MASP sempre conta com a generosidade de proprietários de magnas coleções no sentido de emprestar obras para exposições temporárias – é um processo complexo de negociação em termos de cessão, embalagem, transporte, seguro. Nesta nova e brilhante fase do Museu de Arte de São Paulo, o MASP ganhará certamente mais visibilidade – em São Paulo e no mundo, com uma ampliação da sua atual projeção, equipes cada vez mais engajadas e engrenagem azeitada para exposições minimamente pensadas. Isso é arte. 

FOTO: Acervo Masp

Avenida Paulista, 1510 – Bela Vista

 _________
POR Celso Arnaldo Araujo
FOTO DESTAQUE: Divulgação/ Leonardo Finotti

FOTOS: Divulgação/ Eduardo Ortega e Acervo Masp

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