Bisutti redefine o mercado de eventos ao expandir do social para o corporativo
A história recente da Bisutti marca um dos movimentos mais significativos do setor de eventos no Brasil. Reconhecida por sua atuação no mercado social – casamentos, celebrações e produções personalizadas – o grupo iniciou um novo ciclo de expansão ao entrar formalmente no segmento corporativo. O lançamento da Bisutti Corporate, que ganhou força em 2025, reflete uma leitura precisa do mercado: empresas buscam cada vez mais estruturas completas, padrão de serviço elevado e experiência integrada em ambientes que combinam estética, funcionalidade e eficiência. “O corporativo busca facilidade com qualidade”, afirma Fabio Rugna, CEO e sócio-fundador. “As empresas querem sair dos espaços frios e padronizados e ir para ambientes acolhedores, com cardápios criados especialmente para cada evento.” O movimento não surgiu de improviso.

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Nos últimos anos, a Bisutti percebeu um aumento na demanda de empresas que já procuravam seus espaços para convenções, lançamentos de produto e treinamentos internos. Internamente, a companhia já operava um modelo capaz de absorver esse fluxo, com gastronomia própria, equipes especializadas, tecnologia embarcada e processos consolidados. Transformar essa demanda em uma vertical de negócios não foi apenas resposta ao mercado, mas uma decisão estratégica que reposiciona o grupo entre os players mais relevantes do setor. “Cada evento precisa ter identidade própria. E a forma de escalar mantendo essa personalização é contar com especialistas que trabalham juntos”, explica Rugna. “Juntos nós somos mais fortes.”

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A abertura do segmento corporativo coincidiu com outro marco: a expansão nacional, com o início da operação em Alagoas. A nova unidade é o início de um plano mais amplo de capilaridade nacional, que prevê presença em mercados com vocação turística, desenvolvimento urbano acelerado e demanda crescente por eventos corporativos e sociais. O modelo de expansão combina replicabilidade – garantindo padrão Bisutti – com leitura local, respeitando características de cada praça. Segundo Rugna, a estratégia parte de um princípio simples: “A expansão só funciona quando existe simbiose com o local. Cada destino tem alma própria, e nosso trabalho é entendê-la antes de criar qualquer projeto.” Por trás dessa trajetória está a profissionalização crescente da operação. Em um setor historicamente marcado por informalidade e dificuldades de padronização, a Bisutti estruturou protocolos operacionais, núcleos de especialidade, trilhas de treinamento e governança robusta. A estratégia permitiu escalar qualidade sem comprometer experiência – um dos maiores desafios de empresas que crescem rapidamente no setor de eventos. “A personalização não é discurso, é método. Quanto mais o evento tem a cara do cliente, mais qualidade entregamos”, destaca o CEO. O grupo observa indicadores claros: ocupação dos espaços, ticket médio, fluxo semanal – especialmente no segmento corporativo – e recorrência de empresas que voltam a contratar. Esses dados mostram o impacto da nova vertical: diminuição da sazonalidade típica de casamentos e maior previsibilidade de receita ao longo do ano. Com isso, o negócio se torna menos exposto a flutuações do calendário e mais alinhado a ciclos estáveis de receita.

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Em um mercado pressionado por custos, a Bisutti acredita que a diferenciação vem de eficiência, não de volume. A expansão física é planejada, guiada por critérios rigorosos e sustentada por um portfólio em evolução que inclui experiências gastronômicas, eventos híbridos, tecnologia de produção e soluções exclusivas para empresas. Rugna reforça que o novo consumidor – especialmente entre as gerações mais jovens – busca significado acima de ostentação: “O novo luxo é viver momentos significativos. As pessoas querem experiências prolongadas, não apenas uma entrega operacional.” O futuro aponta para novas praças, novos modelos de espaço e maior integração entre tecnologia e experiência. Em 2025, a Bisutti se afirma como um dos cases mais relevantes do setor de eventos na América Latina – não apenas pelo crescimento acelerado, mas pela capacidade de transformar demanda em estratégia e estratégia em expansão sustentável.

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POR Jennifer Detlinger
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