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Pinacoteca de São Paulo e Coleção Ivani e Jorge Yunes inauguram exposição Atos Modernos

FOTO: Divulgação Pinacoteca de São Paulo/Levi Fanan

A Pinacoteca de São Paulo apresenta, até o dia 4 de julho, um conjunto de cinco obras inéditas dos participantes do programa de comissionamento artístico Atos modernos. A mostra é um dos resultados do projeto homônimo realizado com a Coleção Ivani e Jorge Yunes.

 “A Pinacoteca conta com uma grande experiência em convidar artistas a desenvolver obras especificamente para os espaços da Pina. Com este projeto, ampliamos esta prática de comissionamento para novos campos da produção e pesquisa artística contemporânea”, afirma Jochen Volz, diretor geral do museu.

A seleção de artistas feita pela Curadora de Pesquisa e Ação Transdisciplinar Coleção Ivani e Jorge Yunes, Horrana de Kássia Santoz, conta com Castiel Vitorino Brasileiro, Mitsy Queiroz, Luciara Ribeiro, Olinda Wanderley Tupinambá e Charlene Bicalho.

A exposição Atos Modernos está organizada entre o edifício da Pinacoteca Luz e o da Pinacoteca Estação. Segundo Horrana, as obras procuraram discutir aspectos da modernidade na produção e no pensamento contemporâneo. “Em um ano de marcos importantes, como as eleições, o centenário da semana de 22 e o bicentenário da independência, tratar das contradições e das memórias que nos constituem torna-se urgente”, completa.

O grupo de artistas já trabalhava com pesquisas sobre memórias e acervos, temporalidades e ancestralidades. Com duração de um ano, o programa comissionou esses trabalhos inéditos e cada um dos selecionados ganha espaço na programação pública da Pinacoteca para realização de produções presenciais ou transmitidas nas plataformas digitais do museu.

Montagem das obras de Castiel Vitorino para Pinacoteca de São Paulo | FOTO: Divulgação Pinacoteca de São Paulo

 Sobre os artistas e suas obras

Luciara Ribeiro

Luciara Ribeiro (1989, Xique-Xique, Bahia. Vive e trabalha em São Paulo) apresenta, no lobby da Pinacoteca Luz, o video-documentário Narrativas e Territórios em disputa: Investigações sobre os sistemas das artes (2022). Pensar criticamente o que seria esse ato moderno e refletir sobre as relações que o moderno, modernismo, modernidade, apresentam num circuito artístico é o mote da sua pesquisa. A proposta da artista é repensar lugares que são colocados como margens, longes, cafundós, bordas, territórios que não são apresentados dentro de uma centralidade do eixo artístico. Compreender quais são os circuitos expositivos presentes nas periferias da cidade de SP, como acontece os deslocamentos e o diálogo entre artistas e como se dá a produção artística nesses territórios.

Mitsy Queiroz

O artista visual e pedagogo Mitsy Queiroz (1988, Recife, Pernambuco. Vive e trabalha em Recife) apresentará, na Pinacoteca Estação, As ilhas alagadas do Pina (2022), projeto de pesquisa desenvolvido para o programa “Atos modernos”. De seu reencontro com uma fotografia familiar e com a Praia do Pina, localizada na cidade de Recife, Mitsy aprofunda seus estudos sobre o fazer fotográfico, suas estruturas, programações e mobiliza outras concepções de tempo e de progresso.

Charlene Bicalho

Charlene Sales Bicalho (1982, Nova Era, Minas Gerais. Vive e trabalha em São Paulo). Orbitando a [im]permanência do sol, e a constância das águas (2021-2022) é o título da obra da artista visual para o programa “Atos modernos”. A obra processual, integra múltiplas linguagens, como a performance, a fotografia, o desenho, o vídeo e a instalação, emerge entre crítica institucional e a criação de espaços não hegemônicos de aprendizagem.

Olinda Tupinambá

Olinda Wanderley Tupinambá (1989, Bahia. Vive e trabalha em Pau Brasil, Bahia) é jornalista, documentarista, produtora de audiovisual e cineasta. Seus vídeos e filmes transitam entre documentário e documentário fantasia, a exemplo do filme Kaapora — O chamado das matas lançado na exposição Véxoa: nós sabemos, realizada na Pinacoteca de São Paulo em 2020. Para o programa “Atos modernos”, Olinda traz em seu novo filme Ibirapema (2022). A produção aborda a questão da modernidade imposta as populações indígenas e não indígenas, que simultaneamente entrelaça vivências e aniquila identidades.

Castiel Vitorino

Castiel Vitorino Brasileiro (1996, Vitória, Espírito Santo. Vive e trabalha entre Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo) apresentará, no pátio 1 da Pinacoteca Luz, a obra Prosperidade são lembranças e escolhas (2022) que propõe um reencontro estético e linguístico com as memórias centro-africanas, como a cultura afrobanto, historicamente marcada por estereótipos e arquétipos linguísticos. Visto que também foi através da língua que o longevo projeto colonial logrou êxito, a artista e psicóloga amplia sua investigação sobre os “espaços perecíveis de liberdade” e constrói dentro da Pinacoteca um monumento, onde suas línguas e tradições convocam atos de reescrita da história brasileira.

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FOTO DESTAQUE: Divulgação Pinacoteca de São Paulo/Levi Fanan
FOTO: Divulgação Pinacoteca de São Paulo

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