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Estratégias para evitar a “Ozempic Face” e amenizar a flacidez facial após o emagrecimento

FOTO: Adobe Stock

O uso das chamadas canetas emagrecedoras, como o Ozempic e similares, trouxe resultados expressivos no combate à obesidade. Mas o emagrecimento rápido também tem revelado um efeito colateral incômodo: o chamado Ozempic Face, caracterizado pela perda de volume e flacidez do rosto, que muitas vezes também se estende ao corpo. “Ficar muitas horas sem comer predispõe ao catabolismo: o paciente queima gordura, mas vai chegar em um momento que ele começa a queimar músculo também. E isso impacta tanto a massa muscular corporal quanto a do rosto. A flacidez muscular chega e, então, a pele começa a despencar”, explica a endocrinologista Deborah Beranger.

A face costuma denunciar primeiro as mudanças. “No rosto, não tem como esconder, é mais evidente. É mais nítida a flacidez da área da bochecha despencando e a área do pescoço, que incomoda mais o paciente por ser evidente”, completa a médica. Para evitar esse efeito, a reposição de proteínas e a prática de exercícios de força são considerados pilares. “É interessante programar uma velocidade de perda saudável. Se esse paciente perde peso muito rápido, ele vai queimar gordura e músculo em uma velocidade muito mais rápida e a flacidez aparece”, reforça a Dra. Deborah.

Segundo a cirurgiã plástica Heloise Manfrim, como esse emagrecimento por meio do medicamento é muito pouco controlado e alguns pacientes acabam fazendo de forma inadequada, é necessário pensar em estratégias para devolver essa sustentação do rosto. “O ideal é que isso seja feito durante o emagrecimento, ou até mesmo de forma preventiva, já sabendo que essa alteração pode acontecer. Mas antes de uma cirurgia de face, podemos pensar em estratégias como os bioestimuladores de colágeno, fios de sustentação, tecnologias de reestruturação de facial, como Fotona e Ultraformer”, explica a cirurgiã plástica. No corpo, a Dra. Heloise acrescenta que os mesmos recursos podem ser associados a tecnologias como o Morpheus, ou, em casos mais avançados, à retirada de pele em cirurgias como abdominoplastia, mastopexia e lifting de braços e coxas.

Segundo o cirurgião plástico Carlos Manfrim, a escolha entre cirurgia ou procedimentos menos invasivos depende da gravidade: “Flacidez é sempre quando existe uma pele um pouco mais solta. Diferentemente do que acontece na sobra de pele, no qual existe uma sobra de tecido. Todas as vezes que existem dobras, normalmente o mais indicado é remover excesso de pele”, explica o médico.

Quando a opção é cirúrgica, existe um conjunto de procedimentos que já ganhou até nome próprio: Ozempic Makeover. “É similar ao Mommy Makeover, um conjunto de procedimentos feitos após a gestação, e pode incluir técnicas tanto faciais quanto corporais”, afirma o cirurgião plástico Romero Almeida. Entre as opções faciais mais procuradas estão lifting, blefaroplastia e lipoenxertia, que devolvem contorno e volume ao rosto. “O lifting reposiciona tecidos flácidos, reduz a aparência de ‘rosto derretido’ (‘Ozempic Face’) e redefine o contorno da mandíbula”, explica o cirurgião plástico Wellerson Mattioli.

Mais do que estética, os especialistas ressaltam que o objetivo é devolver identidade e autoestima a quem passou por uma grande transformação. “Muitos pacientes relatam sentir-se como ‘estranhos no próprio corpo’ após o emagrecimento”, diz o Dr. Romero. “A cirurgia plástica não cria uma nova identidade, mas restaura a conexão emocional do paciente com sua própria imagem”, finaliza o Dr. Wellerson.

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