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Como usar estratégias humanizadas de comunicação na era da inteligência artificial

FOTO: Adobe Stock

Você já parou pra pensar quantas vezes compartilhou um texto ou vídeo sem checar se era feito por um humano? Eu mesma já caí nessa armadilha. E não é vergonha! É a realidade de 84% da Geração Z, segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico. Confundimos IA com realidade todo dia, rolando feeds sem respirar. Em um mundo onde prompts viram posts em segundos, a comunicação estratégica positiva exige algo que máquina nenhuma consegue fingir: faro humano de verdade. Não é luxo, é sobrevivência para marcas que querem conexão real com pessoas.

Trabalho há mais de 20 anos em jornalismo, e vejo esse fenômeno de perto. O framework global da OECD, co-criado com a Comissão Europeia, mapeou 22 competências que poucos dominam: engajar sem ser manipulado, criar com alma própria (aquela que você só consegue com experiência de vida), detectar vieses que a máquina esconde e projetar ética como base. Até dezembro de 2026, educadores mundiais refinam essas competências em consultas globais. Para PMEs que conheço em São Paulo, em Brasília, em Fortaleza, é ouro puro: times literados constroem narrativas que convencem, que tocam no peito, sem soar robóticas.

Mas deixa eu contar um caso que me marcou. Lembra do deepfake de Jason Momoa que viralizou em 2025? O vídeo falso prometia romance e investimentos, e funcionou. Uma viúva britânica perdeu US$ 600 mil acreditando que estava namorando o ator. Isso circulou no TikTok e Facebook com 2 milhões de views antes de despencar. O pior? Marcas respeitáveis compartilharam sem checar, sem aquele “feeling” jornalístico básico de desconfiar. Resultado: os seguidores caíram 30%, a confiança despencou. E  a lição brutal que repeti para centenas de clientes: IA viraliza rápido, mas o backlash humano é implacável.

Aqui no Brasil, vivi coisa parecida. Vídeos de “escultura de areia” explodiram em 2025 com milhões de shares, e as mãos deformadas, as pessoas se fundindo na areia, gritavam “IA” para quem tivesse olhos treinados. Mas ninguém parou pra olhar, não é? O Comprova desmascarou depois. Mas e o dano? Irreversível. Perfis políticos e marcas associadas viram uma enxurrada de unfollows, comentários venenosos, reputação rachada. A comunicação positiva fracassa quando ignora aquele detector interno que só nós humanos temos, aquele que te faz desconfiar quando algo não cheira certo.

Então qual é meu conselho? Estratégia humanizada resolve mesmo. Treinem equipes em workshops curtos, nada de teórico vazio. Testem prompts éticos, misturem IA com edição manual, usem a voz que é só de vocês. Ferramentas como Originality.ai pegam 70% dos conteúdos falsos no LinkedIn que circulam por aí. Resultado final? Narrativas que tocam no peito, que convertem, que constroem legado, exatamente como aquela campanha de um banco que viralizou porque ninguém conseguia fingir que era IA. Era real, era criativo, era humano.

Para 2026, as marcas que vão ganhar são exatamente as que humanizam,  dados mostram 40% mais engajamento em posts que misturam toque humano com eficiência de IA, segundo HubSpot. OECD dá o mapa, mas cabe a você executar. Comece testando: peça pro seu time criar 3 conteúdos sem máquina, só com criatividade e experiência. Quem brilhar nesse exercício, esse é seu líder digital pro próximo ciclo. Quem falhar? Hora de capacitar.

A verdade é essa: em 2026, sua maior moeda de troca não é velocidade, é confiança. E confiança só vem de humano para humano que está presente, e sua presença vale ouro.

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