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Cesar Filho e Elaine Mickely compartilham paixão pela Itália e celebram chegada dos netos

O sobrenome soa como nome próprio, mas é de família. Cesar Filho, ou Luiz Gonzaga Cesar Filho, resume: “Meu bisavô saiu de Saracena, comuna italiana na região da Calábria e desembarcou em Santos, com minha bisavó já grávida, e foi trabalhar em Ribeirão Pires. Meu avô Vicenzo nasceu logo em seguida. Mais tarde foi para Guaratinguetá, onde casou com minha avó, também descendente de italianos e onde eu nasceria. Fui criado em Aparecida, onde a irmã de minha avó materna casou com Julio Guarino, outro italiano. Tive mais convivência com os Guarinos e seus hábitos do que com brasileiros. Lembro do fabuloso ‘gelato’ e da laranjada que meu tio fazia. Crianças têm essa memória afetiva. O resultado: sempre tive o sonho de me tornar um italiano. Pensei até em trocar de nome. Meu filho se chama Luigi Lorenzo Cesar. Minha filha, Luma Mickely Cesar.”

Já adulto e casado com Elaine Mickely, Cesar Filho se empenhou em produzir a vasta documentação que daria aos Cesar a cidadania italiana – e facilitaria o trânsito internacional da família. A começar pelo “passaporto”. Lembra-se de sua primeira viagem à Itália, em 1987, a primeira de uma série interminável. “Fiquei enlouquecido com a Itália. Roma é a cidade mais linda do mundo, um museu a céu aberto. Na viagem mais recente, fomos pela primeira vez ao Lago de Como, na Lombardia. E depois à Costa Malfitana, incluindo Capri. A Elaine chorava…” Na Sardenha, renovaram os votos, com a presença dos filhos, “uma das maiores celebrações de nossas vidas”. A culinária italiana, obviamente, é irresistível, “em qualquer esquina”. Que piatto ele escolheria se tivesse de escolher uma única delícia típica? “Spaghetti à Carbonara.” Moda italiana: outra atração à parte para visitantes italianados. “Adoro: Gucci, Versace, Armani, Prada. Sempre acabo comprando alguma coisa.” 

FOTO: Daniel Cancini

Os pipinos 

Elaine vem da mesma raiz. É da família Pipino. De Turim. O patriarca João Pipino – ou Giovane, como descobriria Cesar. “Levantei toda a papelada da família para requisitar a cidadania. Dá trabalho, mas compensa. A certidão original é que vai gerenciar todo o processo. Mas valeu a pena. É uma alegria podermos dizer que somos italianos.” Com relação à tentativa de mudança do governo italiano nas regras da cida – dania, Cesar é um dedicado opositor e já votou nesse sentido. “A Constituição garante o sangue italiano, mesmo remoto, como base da cidadania. Não brigo com a Constituição italiana.” Onde o casal moraria se tivesse de escolher uma região da Itália. “Moraria fácil no Lago de Como”, dispara Cesar. “Ou Lago de Garda”, sugere Elaine. “Lugares para ter a melhor qualidade de vida.” Próxima viagem? “Pensamos em voltar a Toscana, Puglia.” Utilizam agência de viagens? Cesar contesta: “Ela é a agência. Pipinos Tours…” 

FOTO: Divulgação

Os netos 

Na verdade, os “agentes de viagem” do casal, este ano, serão os nipoti que nascerão a partir de agosto dos casais formados por seus filhos Luigi e Luma. Essas crianças certamente mobilizarão seus avós, Cesar e Elaine, em torno de suas graças – mesmo em São Paulo, numa viagem dos sonhos. 

FOTO: Divulgação

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POR Celso Arnaldo Araujo
FOTO DESTAQUE: Daniel Cancini
FOTOS: Divulgação (viagens) e Daniel Cancini

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