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4 benefícios da cirurgia plástica de redução de mamas que vão além da estética

Além da troca de próteses de silicone por tamanhos menores em prol da naturalidade, muitas mulheres com mamas naturalmente volumosas também têm recorrido aos consultórios de cirurgia plástica para reduzir o volume, principalmente quando medidas como alimentação e prática de atividade física não são suficientes. “Nesses casos, é indicada a mamoplastia redutora, que consiste na remoção do excesso de glândula mamária, pele e gordura, além do reposicionamento das mamas para que fiquem proporcionais ao corpo”, explica a cirurgiã plástica Beatriz Lassance, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Mas, engana-se quem acredita que a busca por esse tipo de cirurgia plástica se resume puramente à estética. Na verdade, os benefícios do procedimento vão muito além, como listado a seguir:

Aumento da autoestima e bem-estar

Vergonha, marcas profundas das alças do sutiã, assaduras, dificuldade para realizar atividades simples como dormir ou se vestir… esses são problemas comuns em pacientes com seios muito grandes. No campo emocional, o desconforto com o próprio corpo pode levar à evitação de ambientes sociais, uso constante de roupas largas para esconder a região e até queda da autoestima e da vida sexual. “O tamanho dos seios pode afetar a autoestima e o bem-estar da paciente de tal forma que se tornam impedimentos em seu dia-a-dia, podendo gerar até traumas psicológicos”, explica o cirurgião plástico Carlos Manfrim, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

Melhora funcional e alívio de dores

Após a cirurgia, há também um ganho funcional, com aumento da mobilidade e diminuição do desconforto físico. “Seios grandes e pesados, muitas vezes desproporcionais ao corpo, podem provocar uma sobrecarga da coluna e da musculatura da região, causando dores e prejuízos à mobilidade, além de, a longo prazo, prejudicar a postura, com inclinação dos ombros e pescoço para frente, o que é chamado de cifose”, diz a Dra. Beatriz.

Estímulo à prática de atividade física

Justamente por essa melhora funcional, não é incomum que mulheres que praticam atividade física busquem a redução das mamas. “Ao reduzir o volume mamário, muitas pacientes passam a ter mais facilidade para se movimentar e praticar atividade física, o que acaba tornando mais fácil também melhorar hábitos de vida e contribui para o controle do peso”, acrescenta a cirurgiã plástica.

Impacto no perfil metabólico

Um estudo recente mostrou que a redução dos seios também está associada a um menor risco, a longo prazo, de problemas metabólicos. “Os pesquisadores observaram que a cirurgia de redução das mamas esteve associada a um menor risco de alterações como diabetes tipo 2, pré-diabetes e hipertensão. Também foram observados benefícios em relação aos níveis de triglicérides e de HDL (o “colesterol bom”), além de menor necessidade de uso de medicamentos ligados a doenças metabólicas”, pontua a médica.

Próteses de silicone muito grandes também podem gerar possíveis problemas de coluna devido ao peso, além de alterações estéticas. “Próteses de silicone muito grandes podem causar complicações como flacidez e estrias, pois ferem os tecidos da região da mama, provocando estiramento da pele”, diz o Dr. Carlos Manfrim. Nesses casos, é possível trocar a prótese por um tamanho menor, que é uma tendência crescente, principalmente com a maior valorização atual da naturalidade. Mas o ideal é que seja realizado um planejamento adequado antes da inserção da prótese para evitar complicações e novos procedimentos. “Antes de decidir pelo tamanho da prótese, precisamos avaliar os desejos e expectativas da paciente, seu estilo de vida, as medidas do tórax, a estatura, a quantidade de tecido mamário já presente, a elasticidade da pele, se é a primeira cirurgia. São muitos fatores e tudo deve ser levado em consideração para alcançarmos um resultado satisfatório, natural e seguro”, conclui o médico.

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FOTO: Adobe Stock

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